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Greve não paralisa os Correios

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Geraldo de Souza conseguiu retirar sua encomenda no Centro da Noronha Torrezão, em Santa Rosa

Centenas de trabalhadores dos Correios realizaram nesta segunda-feira (12) um ato em frente ao edifício-sede da estatal no Rio de Janeiro, localizado na Cidade Nova, na região central da capital. Eles estão em greve desde às 22h de domingo. A mobilização é nacional e o principal objetivo é evitar mudanças no plano de saúde dos funcionários. 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro (Sintect-RJ), Ronaldo Martins, avalia que a paralisação alcança 80% de adesão no estado. Por sua vez, a direção dos Correios informou ontem  que 87,15% do efetivo total em todo o país continua trabalhando.

“Trata-se de um aumento abusivo. A mensalidade do nosso plano é acordo com a referência salarial. Vem sendo assim durante 30 anos. Mas o presidente da empresa quer impôr à categoria um valor por cada dependente. E o salário base de um trabalhador novo dos Correios hoje é R$1,6 mil. Se ele tiver três ou quatro filhos, vai ter que pagar no mínimo R$ 600 com plano de saúde, o que consumirá uma fatia desproporcional do seu salário”, afirmou Ronaldo Martins.

Segundo ele, a continuidade da greve será discutida em assembleia hoje . O sindicalista destaca ainda que a paralisação reivindica contratação de pessoal e melhorias nas condições de trabalho. Dados do Sintect-RJ apontam que, só no Rio de Janeiro, há um déficit de 3 mil funcionários e não há concursos desde 2011. 

Niterói e SG – A greve nacional dos funcionários dos Correios teve adesão baixa em Niterói e São Gonçalo e não prejudicou a entrega de encomendas. Ontem, na data inicial do movimento, quem procurou as unidades da estatal em ambos os municípios também conseguiu atendimento. Segundo os Correios, no estado do Rio de Janeiro, 77% do efetivo estava presente e trabalhando ontem – o que corresponde a 8.342 empregados.

No Centro de Entrega de Encomendas da Rua Noronha Torrezão, em Santa Rosa, Zona Sul de Niterói, quem visitou a unidade não encontrou dificuldade. Geraldo Jorge de Souza, de 51 anos, ficou sabendo da greve no dia anterior, mas resolveu arriscar.

“Achava que ia estar fechada, mas vim tentar. O atendimento estava normal e ninguém comentou sobre a greve”, disse. Segundo funcionários, dos 34 servidores da parte da entrega, 20 aderiram à greve, mas o serviço não foi atingido. 

Já no Centro de Tratamento de Entrega, na Rua Capitão Juvenal Figueiredo, no Colubandê, em São Gonçalo, funcionários informaram que maioria no setor aderiu à greve e apenas os serviços básicos estavam sendo realizados. Apesar disso, encomendas estavam sendo entregues no local. 

 “Estava aguardando essa encomenda há um tempo, recebi mensagem que chegou e vim pegar, mesmo sabendo da ação. Tenho mais dois pacotes, mas não sei se vão atrasar por conta disso”, questiona o auxiliar de contagem, Diego da Silva, 24 anos. 

No Colubandê, São Gonçalo, funcionários disseram que adesão foi maior mas serviços funcionou

Reivindicações – A mobilização nacional da categoria, divulgada pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), é contra, principalmente, as mudanças no plano de saúde da empresa, que preveem o pagamento das mensalidades pelos funcionários e a retirada de dependentes dos contratos. Entre outras reivindicações, os trabalhadores são contra as alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários; terceirização na área de tratamento; privatização da estatal; suspensão das férias dos trabalhadores; extinção do diferencial de mercado e a redução do salário da área administrativa.

Em nota, a empresa informou que a paralisação parcial, concentrada na área de distribuição, ainda não tem reflexos nos serviços de atendimento e que todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento, estão abertas e os serviços estão disponíveis. Ainda diz que o Plano de Continuidade de Negócios já foi posto em prática no final de semana, de forma preventiva, para minimizar os impactos à população. 

A estatal reconheceu que a greve é um direito do trabalhador, mas disse que entende o movimento atual como injustificado e ilegal, pois não houve descumprimento de cláusula do acordo coletivo de trabalho da categoria. Além disso, alegam que as representações dos trabalhadores divulgaram uma extensa pauta de reivindicações que nada têm a ver com o motivo da paralisação de hoje: a mudança na forma de custeio do plano de saúde da categoria.

“O movimento está relacionado às discussões sobre o custeio do plano de saúde da empresa, que atualmente contempla dependentes e cônjuges, pais e mães dos titulares. O assunto foi discutido com as representações dos trabalhadores desde outubro de 2016, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho, que apresentou proposta aceita pelos Correios mas recusada pelas representações dos trabalhadores. Após diversas tentativas de acordo sem sucesso, a empresa se viu obrigada a ingressar com pedido de julgamento no TST”, diz a nota.

A empresa divulgou que os custos do plano de saúde dos trabalhadores representam 10% do faturamento dos Correios, uma despesa da ordem de R$ 1,8 bilhão ao ano. No momento, aguardam uma decisão por parte do tribunal.

Fonte: http://www.ofluminense.com.br

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